25 de fev de 2009

Review de CD

Quarta-feira é dia de review de cd aqui no Talento Anônimo, hoje o review é caseiro, feito pelo Ronaldo Júnior. Deixem suas opiniões.

A esperança é a última que morre!


Slipknot – All Hope Is Gone

Ano de lançamento: 2008


Quando falaram que saiu mais um novo CD do Slip eu já pensei que valia a pena comprar ou mesmo ter ele no computador para dar aquela escutada de vez em quando, principalmente naqueles dias de pura fúria.

Ao colocar a primeira música de verdade, tirando aquela introdução insana, minha idéia sobre a banda mudou completamente. O bagulho ta bão Jão!!!

Que som amadurecido, bem feito e muito agressivo...digno de um bom lugar nos melhores álbuns de Thrash da atualidade, nada parecido com aquele Slipknot de 1999,o qual soava muito barulhento e com uma harmonia bagunçada.

Lembrando aos bons tempos do thrash tradicional a segunda faixa, intitulado Gematria (The Killing Name), já mostra qual o propósito desse álbum. As guitarras estão mais poderosas e com um solo muito consistente no meio da música, nada virtuoso ao extremo, mas foi à pitada essencial para essa faixa, sem contar todo seu peso e agressividade na medida certa.

Na sequência vem a Sulfur, que mostra como o Corey Taylor aprendeu com o Stone Sour a cantar de forma harmoniosa e bem limpa, encaixando completamente nessa faixa. Sua introdução lembra um Kreator mais malvado. Uma sonoridade bem crua, com o bumbo bem salientado. Pontos para o refrão, mais melódico e bem sincronizado entre os instrumentos...muito foda!

Psychosocial é um dos pontos fortes do álbum, muito agressiva e bem feita, fazendo um som pesado com uma sonoridade limpa e pegando no ponto da velocidade da música, algo que conta muito para efetuar um som encorpado e pesado. Essa é uma daquelas músicas que você fecha os punhos e fala “caralho....essa música é dahora”.

Dead Memories é uma forasteira do CD. Cantada toda de forma limpa e com os instrumentos muito bem colocados é um destaque a parte. Vale muito à pena ouvir ela inteira, um ótimo trabalho de todos, feita com muito bom gosto e, com isso, com certeza, o trabalho comercial mais bem elaborado da banda.

Vendetta e Butcher’ Hook são bem legais também. Com a mesma pegada monstruosa no bumbo e as sincronias entre contrabaixo e bateria que mostram como a banda está muito afinada.

A faixa seguinte, Gehenna, remete aos tempos do Korn tocando seu primeiro CD. A melodia da voz lembra exatamente algumas músicas do atual quarteto californiano. Algumas coisas dessa música são bem peculiares, como o refrão cantado de forma dissonante. Muitas vezes eu me peguei ouvindo essa musica achando que o Corey estava errando feio, mas depois percebi que era da música mesmo. Essa merece um destaque a parte.

This Cold Back é a música que mais lembra os primórdios da banda, mesmo assim não é algo tão marcante. Palmas para o Joey Jordison, bateria fenomenal dessa música, com muita técnica encaixou perfeitamente todos os elementos necessários.

Outra música que lembra o Nu Metal, deixado pra trás, é a infeliz e fraca Wherein Lies Continue, simplesmente desnecessária para álbum.

A bonitinha Snuff é um caso a parte, fiquei surpreso ao ouvi-la. Pode ser daquelas faixas que você coloca enquanto está beijando sua namorada em um sábado chuvoso, depois de uma briga e implorando seu perdão, bem diferente de muitas outras faixas do Slipknot, essa pérola está muito bem encaixada na sequência do álbum.

Voltando ao tema sombrio da coisa...a faixa título All Hope is Gone é um grindcore macabro e cheio de levadas que remetem ao thrash tradicional, extremo, puramente cuspido e bem tocado...uma faixa fantástica e cheia de ódio.

Child of Burning Time é outra música fraca. Não tem pegada e é muito xoxa em relação as outras bombas desse álbum. No final temos um remix da Vermillion Pt.2, do disco anterior, Subliminal Verses, refeita com bom gosto, mas totalmente descaracterizada do resto das músicas do Slipknot, tanto desse álbum como dos outros.

Til We Die fecha o álbum de uma forma bem legal, agradável e satisfatório. A música é cantada de forma limpa e demonstra que a tendência das músicas do Slipknot é incorporar vários estilos alheios a sua realidade e mostrar para seus fãs que ainda existem músicas boas pelo mundo. Portanto abram suas mentes maggots!!

Com muitos pontos fortes, com certeza, esse álbum torna-se um marco para a banda, exceto pelas falhas em algumas músicas, o que é relevante nesse caso, o resto está muito consistente, coeso e mostra uma roupagem nova de uma banda que ainda tem muito para oferecer para todos. Fãs cabeçudos detestaram, pessoas que gostam de música boa adoraram...continuem assim! (R. Jr)

Um comentário:

TRAGEDY FILTH disse...

SlipKnoT..Sempre foi bom, o q estragou a banda foi aquele fiasco q tinha aquela musica Vermillion, Akilo sim foi horrivel....